quinta-feira, 23 de março de 2017

terça-feira, 21 de março de 2017

Um Tempo Para Stroll
























Um tema que precisava ser discutido por aqui antes do início da temporada.

Vamos do início.

Quem acompanha o Blog sabe que não é de hoje que havíamos detectado a sombra
de Lawrence Stroll sobre a categoria máxima do automobilismo.

Conduzido por Flavio Briatore (a pedido de Bernie Ecclestone), Lawrence buscou
uma forma de participar da festa.

Conversou com a Marussia.

Trocou ideias com a Lotus.

Bateu na porta da Sauber (tentativa de compra - auxiliado por Gerhard Berger).

Tomou chá na McLaren.

Por fim, no dia 4 de julho de 2015 comentamos sobre o acordo fechado entre
bilionário canadense e a Williams.

E ainda que o lugar de Massa estaria seriamente ameaçado na temporada
de 2017 por causa de Lance, seu filho.

O tempo passou.

E Lance Stroll desembarcou na Fórmula 1.

O sonho de Lawrence (um apaixonado por corridas) se realizou!

OK.

Só que nesse instante a coisa mudou de figura.

Pois o menino Stroll não estava mais no Kart ou na Fórmula 3.

Através do dinheiro, chegou ao ápice.

Nem tente argumentar.

Nada no automobilismo se compara com a Fórmula 1.

Quem disse isso foi Mark Webber.

Acredito na palavra do australiano que experimentou máquinas
maravilhosas após deixar a categoria máxima.

Incomparável.

E estar num clube tão exclusivo tem seu preço.

A cobrança dos leigos e especialistas é alta.

Uma piscina de tubarões.

Que Lance Stroll sentiu na pele durante os testes de Barcelona.

Vieram muitas críticas.

A maioria rasteira.

Impressionante como os sites de automobilismo são rasos.

E se repetem com uma empáfia de dar pena.

Replicando notícias sem sequer fazer uma pesquisa mais aprofundada.

Agregar valor para que a informação possa chegar, ao menos, mais
prazerosa.

Nada.

Passo.

Até que li uma ou outra boa análise.

Entretanto a maioria acusa Stroll de ser filho de um pai lotado de dinheiro.

E que não merecia estar onde está.

Mas eu fiquei pensando numas coisas.

Tipo assim.

Que o automobilismo sem dinheiro não existe.

Parafraseando.

Não há corridas grátis.

Alguém precisa pagar.

Outro dia Felipe Massa contou sobre sua alegria quando o pai dele
comprou seu primeiro Kart.

Quem pode fazer isso por um filho?

Como um pobre iria começar uma carreira nas pistas?

O pai de Hamilton se desgraçou financeiramente, deixando de lado
até mesmo o irmão de Lewis nos primeiros anos, apostando que ele
poderia brilhar.

Até que um dia Ron Dennis abraçou e conduziu o restante da vida do
talentoso piloto.

E se a McLaren não tivesse feito isso?

Até onde iria Lewis sem grana e com seus parentes em sérias dificuldades?

Nas campeonatos de Kart para os mais novos na Europa, trinta garotos
andam trocando posições na frente separados por décimos.

Embolados.

Falando apenas dos promissores.

Penso como um menino brasileiro vai sair daqui sem grana para disputar
roda a roda no velho continente com uma galera que não está ali para
brincadeira.

Vai ficar sonhando que um Ron Dennis irá aparecer e apontar o dedo?

Quero dizer que é preciso haver uma base financeira sólida para que
haja continuidade.

Evolução.

E, aí sim, estar preparado para a oportunidade.

Mas alguém precisa bancar.

Bancar tudo.

Falamos de Hamilton.

Coisa de maluco.

Nos últimos seis meses antes de sua estreia na Fórmula 1, Lewis rodou o
equivalente a 24 GPs em testes com carros da McLaren nas mais diversas
pistas.

Programa pesado e caro de preparação.

Outro exemplo.

Sebastian Vettel.

Piloto milimetricamente moldado para a Fórmula 1 pela Red Bull.

A turma do energético criou uma equipe e um piloto.

Vettel é uma máquina programada para vencer desde o Kart.

Contemporâneo do alemão nas categorias de base e companheiro de time,
o brasileiro Átila Abreu revela que tudo era diferente com Sebastian.

Além da Red Bull, havia o apoio da BMW e Michael Schumacher.

Carros a disposição e estrutura.

"E ainda ele era muito talentoso, muito rápido e competitivo ao extremo.

Todos nós sabíamos que seria impossível ele não chegar até a Fórmula 1."

O dinheiro é essencial.

Para a preparação.

Para a trilhar o caminho.

Mais.

Repare que não basta apenas ter facilidades na conta bancária.

É preciso um planejamento detalhado para forjar um vencedor.

As pessoas certas precisam estar envolvidas no projeto o tempo
inteiro.

Cito o caso de Matheus Leist.

O campeão da F3 Britânica que nesta temporada se mudou para os
Estados Unidos e desembarcou na Indy lights.

A justificativa para a mudança?

O programa Mazda Road para Indy dá mais oportunidades para se
tornar um piloto de corrida profissional.

Simples.

Mais fácil por lá.

A concorrência é duríssima do outro lado do Atlântico.

Leist enfrentou Lando Norris.

Hoje Norris está com sua carreira vinculada a McLaren.

Entre os dois, quem você acha que possui mais chances?

Mesmo com dinheiro (família rica) e boa assessoria, o brasileiro
percebeu que não havia uma linha definida para seu futuro dentro
da Europa.

Difícil.

A FIA tentou privilegiar o talento com o sistema de pontuação da
Super Licença.

Com isso o piloto precisa mostrar resultados consistentes agora.

Note que ao final de tudo, o talento define até onde o piloto pode ir.

Citei os exemplos de Hamilton e Vettel de forma proposital.

São casos de sucesso.

Compare os resultados desses dois, que foram sempre tratados como joias,
com outros de sua geração que não tiveram os mesmos privilégios antes e
que chegaram até a Fórmula 1 sem estar tão preparados.

Recorde as dificuldades de Romain Grosjean.

E os problemas de relacionamento de Paul di Resta com seus engenheiros.

Somente para exemplificar.

Voltemos ao novato.

Enxergo Lance Stroll como um rapaz de família rica sendo preparado nas
melhores escolas.

(Hamilton e Vettel teriam sido bolsistas?)

Durante sua infância foi monitorado por Hugo Mousseau até adolescência.

A partir daí Luca Baldisserri (ex-engenheiro de Schumacher) assumiu até
sua chegada na Williams.

Acabou colecionando vitórias.

Stroll recebeu a melhor formação.

Foi educado para entender a linguagem dos engenheiros e analisar o
desempenho do carro.

Sabe como lidar com a mídia e os patrocinadores.

(falando nisso, Stroll colocou a fabricante de aviões Bombardier entre
os apoiadores da Williams em 2017)

Teve aulas de estratégia de corrida e acesso a programas de computador
projetados para melhorar reflexos e visão periférica.

Simuladores não possuem segredos para ele.

Sua preparação física é executado sob o olhar de Ville Vihola.

O mesmo que trabalhou por quatro temporadas com Lewis Hamilton
na F1.

Mousseau entrega que Stroll segue a risca a equação para ser campeão
mundial.

Imagino a equação.

Dinheiro + Preparação + Perseverança + Força + X = Conquistas

Lance Stroll precisa mostrar agora perseverança para superar as
dificuldades e a desconfiança que cerca seu nome.

Que possui força e cabeça para aturar comparações com um companheiro
experiente como Felipe Massa.

E, enfim, que consegue obter resultados.

O tempo também vai revelar se ele possui o elemento X.

Que é o mais importante.

Talento.




segunda-feira, 20 de março de 2017

domingo, 19 de março de 2017

Espoo

























E aí?

Alguém saberia dizer quem é o piloto que aparece na imagem acima dando
seus primeiros passos na Fórmula 1?

sexta-feira, 17 de março de 2017

Clipping





























Um post da conta oficial da McLaren.

A perfeição envolve a Mercedes.

Honda x McLaren x Mercedes

A notícia que o time de Woking negocia com os alemães está varrendo toda
imprensa especializada.

Ao mesmo tempo se fala na renovação de Fernando Alonso.

Mika Hakkinen acaba de assumir o cargo de Embaixador de Parcerias.

O finlandês que pilotou pela McLaren sendo empurrado pela Mercedes.

E também tendo seus salários pagos (na época) pela estrela de prata.

Um retorno?

Zak Brown (McLaren) sondou a possibilidade com a Mercedes.

Para 2018.

E Toto Wolff não fez oposição.

Parece haver uma urgência em começar o reinado (após a era Ron Dennis)
com números positivos na pista.

E a Honda não parece oferecer nada de bom.

Pelo menos no curto prazo.

Mas lembro que a Fórmula 1 é continuidade.

Gosto de dizer que a secretária de Briatore continua em Enstone.

Isso depois de Benetton, Renault, Lotus e Renault novamente.

Nenhuma mente sensata espera que a parceria entre os japoneses e a
McLaren possibilite títulos antes de 2019.

Contra.

Além das falhas, o bólido laranja nasceu nervoso.

O olhar apurado de De la Rosa revelou Ferdi brigando para domar a
máquina.

Dificuldade com os novos pneus Pirelli.

Tudo errado.

Difícil.

A tentação por um caminho mais suave é grande demais.

A troca de unidades de força mostraria que Zak Brown irá alterar toda
a estratégia para o futuro.

Por outro lado a Honda diz estar 100% comprometida com a McLaren.

A ideia de retomar a parceria com a marca japonesa começou com
Whitmarsh ainda em 2011.

Um tempo de turbulência.

Já que Ron Dennis trabalhava em outra frente.

Construir o próprio motor (estilo TAG-Porsche).

Em pouco tempo a McLaren perderia sua estrela, Lewis Hamilton, e ainda
sua maior patrocinadora, a Vodafone, que entregava 70 milhões de euros
por ano.

Garantir o futuro era essencial.

A Honda tirou a McLaren da posição prostrada de cliente (Mercedes) e
ainda injetou 100 milhões de euros anuais.

Foi incrível o ressurgimento dessa parceria.

Desde a Ford com a Stewart (20 anos atrás), não vemos uma fábrica construir
algo nesses moldes com uma escuderia.

Com desenvolvimento contínuo e comprometido.

Numa integração entre as partes com muita tecnologia envolvida.

Algumas perguntas precisam ser respondidas.

A Sauber possui um contrato assinado com a Honda para 2018, e aí?

A Mercedes tem um excelente motor, mas suas clientes não ameaçam sua
superioridade.

Ou alguém aqui sonha que Force India ou Williams irá derrotá-los?

A estrela de prata oferece um caminho mais largo e perfumado do que a Honda.

E até a possibilidade de chegar em segundo lugar.

Entretanto é só isso.

Para quem tem Alonso e uma história tão brilhante, acho pouco, não?

Endurance

Jean-Eric Vergne se juntou a Manor para disputar o WEC nesta atual
temporada.

Inclusive as 24 horas de Le Mans.

Mágoa

Niki Lauda ainda não digeriu a saída de Nico Rosberg.

Chegou

Paddy Lowe (Mercedes) finalmente se juntou as fileiras da Williams.

Pela porta da frente.

Como diretor técnico e com participação acionária na Casa de Grove.

Vale mencionar que pouco mais de duas décadas atrás, Adrian Newey fez
uma proposta semelhante.

Permanecer, mas sendo dono de parte minoritária da Williams.

Frank disse não.

E assim Newey foi embora em busca de novas aventuras com quatro campeonatos
e dezenas de vitórias na bagagem.

Lowe chega trazendo muitas esperanças.

Um sujeito que (diferente de Newey) nunca idealizou um projeto do zero até o topo.

Sempre pegou o bonde andando.

Vamos ver.

Recado

"Quero ir bem em 2017 para conquistar uma grande equipe."

Carlos Sainz Jr.

Sem Açúcar

Aeroporto de Barcelona.

Café.

Para ouvidos atentos, um engenheiro da Mercedes confessa.

"Os cálculos mostram que precisamos correr para alcançar a Ferrari."






















quinta-feira, 16 de março de 2017

terça-feira, 14 de março de 2017

Jim Clark
































O melhor de todos.

Jim Clark foi sempre tratado assim.

Aqueles que puderam testemunhar a Fórmula 1 dos anos 60 não carregam
nenhuma dúvida sobre o assunto no coração.

Ele parecia aperfeiçoar o que Alberto Ascari e Juan Manuel Fangio já haviam
realizado.

Um colecionador de pole-positions.

E dono de uma condução impecável.

Os outros pilotos o admiravam.

Numa época de incertezas, devido a falta de informação, o tratamento carinhoso
que Clark dava aos seus bólidos fazia toda a diferença.

Preservar o equipamento era uma grande vantagem.

Na época tudo podia quebrar a qualquer momento.

A categoria era empírica.

Por isso que, mesmo com todo o cuidado, o escocês perdeu dois títulos mundiais
por causa das falhas nas engrenagens.

No entanto nada tirava sua determinação.

Era evidente que seu talento o colocava acima dos demais.

Na prova de Spa-Francorchamps, em 1967, ele cruzou a primeira volta tão  à
frente dos outros que a organização chegou a pensar que algum acidente terrível
havia acontecido.

Exagero?

Poucos anos antes ele já havia feito algo parecido.

Abriu 3 segundos de vantagem pro resto ainda na primeira volta do GP de Mônaco.

E os 9 segundos que ele colocou no segundo colocado para conquistar a pole-position
em Nurburgring?

A superação de seu tempo de classificação em Monza durante a corrida

Performances memoráveis na chuva.

Esses momentos de sua carreira assombraram o mundo do automobilismo.

Estranho que sua trajetória não foi nada tranquila até a Fórmula 1.

Sua família não simpatizava com a ideia da velocidade.

Foi o talento que o carregou mundo afora.

Talento que despertou o olhar aguçado de Colin Chapman.

E aí o casamento com a Lotus durou para sempre.

Até que a morte os separou.

Apesar disso seu legado permaneceu.

Nas gerações que vieram depois sempre surgiu um piloto que assim como
Clark parecia desenhar os circuitos.

Posso até citar dois brasileiros.

Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet.

Sem comparações.

Porque Clark faz parte de outra categoria.

O que dizer de um condutor que não alterava a configuração feita por seus
mecânicos?

Pois independente do setup ele conseguia tirar o melhor do carro.

Em qualquer situação.

Fosse nas 500 milhas de Indianápolis, na Nascar ou nas 24 horas de Le Mans.

Por isso que quando aparece um piloto vencedor e muito superior ao outros o
nome Clark volta a ser citado.

Por ter criado um alto padrão de qualidade.

Ainda que sua carreira tenha sido encerrada de forma precoce.

Não prejudicou a avaliação de seus feitos.

Mais ainda .

Sua história se tornou ainda mais importante quando novos parâmetros foram
estabelecidos por um certo piloto brasileiro.

Que assim como o gênio escocês teve seu tempo abreviado nas pistas.

Dessa forma ficou até mais fácil compreender o tamanho de suas conquistas.

Havia um precedente ideal.



Clipping

























Imagem de Rory Byrne.

A nova Ferrari saiu dos moldes da sua imaginação.

A mão que comandou o design da Scuderia Italiana na Era Schumacher está de
volta.

Com força máxima.

Os Bulls

Daniel Ricciardo confirmou que a Red Bull terá um chassi e unidade de potência
atualizados para a Austrália.

Já Helmut Marko ressaltou a importância da economia de combustível.

Adversários?

No entender de Marko.

"Se a primeira etapa fosse em Barcelona, sem dúvidas a Ferrari estaria a frente
de todos.

O carro deles é forte e confiável.

Eu sei pelo modo como Vettel se comportou na pista durante os testes."

Dura lex, sed lex

Acabou a moleza.

As regras estão mais rígidas.

Não tem mais acúmulo de penalidades numa mesma corrida.

Nesse novo formato fica extinta aquela solução que as equipes utilizavam de
trocar o que precisavam em uma única etapa para sofrer o mal de uma vez e
ficar livre no restante do campeonato.

Lembra de Button perdendo 35 posições no grid?

Agora cada deslize terá sua pena separada.

Palavra

Crise.

Assim se define hoje a McLaren Honda.

Está claro que Fernando Alonso está no mercado para 2018.

Hora H

Os testes da nova Fórmula 2 (antiga GP2) já começaram.

E a decisão do futuro de Sergio Sette Câmara também.

Dimensões

A Mercedes apresentou o carro que possui a maior distância entre os eixos.

Bem mais que Ferrari e Hass (que são iguias)

A Williams tem a menor.

Confiabilidade

Hamilton e Bottas nunca puderam exigir o máximo de seus bólidos durante a
passagem pela Espanha.

O problema estava ligado a confiança em certas peças.

Entre elas o virabrequim, peça que, além de receber força extrema, exige
material que suporte altas temperaturas

Venda

Sacou seu FGTS?

Não sabe o que fazer?

Em maio haverá o leilão da Manor.

Equipamentos, modelos de carro para túnel de vento, Show Cars, material de
propaganda, rodas, hospitality trailer, entre outras coisas estarão nos lotes.

Aproveite!