segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Tron


























A vitoriosa Sauber na temporada de 1988 do World Sports Prototype Championship.

Monstrinho empurrado por um motor Mercedes V8.

Duas vitórias lendárias.

Nos 1.000 km de Nurburgring,

E em Spa-Francorchamps.

Deixando na poeira Jaguar e Porsche.

Vale uma nota.

Acho essa pintura uma das mais legais da história do automobilismo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Pequenas Passagens





Nas imagens acima aparece o inglês Alan Stacey.

Sua estréia na Fórmula 1 se deu na temporada de 1958.

Em Silverstone.

Era considerado um piloto seguro e competente.

Conservador.

Não era pouca coisa.

Já que Stacey possuía certas desvantagens em relação aos seus pares.

Acredite.

Uma de suas pernas era mecânica.

Para passar nos exames físicos exigidos em Le Mans ele contou com ajuda.

Os outros pilotos fizeram um teatro para distrair e ludibriar os médicos.

Uma verdadeira loucura!

Porém sua morte nada teve a ver com sua deficiência.

Aquele final de semana na Bélgica já dava sinais que tudo daria errado.

Spa-Francorchamps.

1960.

Stirling Moss já havia sofrido um terrível acidente nos treinos.

Logo depois foi a vez de Mike Taylor.

O outro piloto da Lotus estava apenas indo até o local do sinistro ver como
estava seu companheiro.

A barra de direção de seu carro quebrou.

Taylor nunca mais andou na Fórmula 1.

No outro dia, durante a corrida, foi a vez de Chris Bristow.

Foi quando duelava por posição com o imprevisível Willy Mairesse.

Bristow perdeu o controle do carro na mesma curva onde Moss havia se
acidentado um dia antes.

A Burnenville.

A tragédia não paralisou a prova.

A pista belga queria mais sangue.

Chegou então a vez de Alan Stacey.

Quando se aproximou do mesmo local ele perdeu o controle.

Algumas pessoas que assistiam a prova notaram que um pássaro havia 
atingido seu rosto.

Provavelmente quebrou seu pescoço.

Uma fatalidade.

Agora, imagine.

Se com toda tecnologia atual dos capacetes, mesmo assim, Felipe Massa
apagou quando a mola solta do carro de Barrichello o atingiu.

Você acredita que houve alguma chance para o pobre Stacey 50 anos atrás?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Experimentando























Ainda em fase de testes.

Nem número tinha.

Jacques Laffite é quem conduz a Ligier.

1975.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Clipping





















Sharknado!

Pra te ver Melhor

Sebastian Vettel, Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi testaram em Fiorano.

O carro de 2015 foi a máquina utilizada.

Interessante que o detentor de quatro títulos mundiais testou um novo tipo
de viseira especial.

Coisa para melhorar a percepção visual.

Troca de Pele

Deverá ser assim.

Pela nova administração da F1, a GP2 se tornará F2, a GP3 se transformará
em F3 e assim por diante.

Aí você me pergunta.

E a F3 atual?

Ah, essa terá o mesmo fim dos dinossauros.

As alterações não terão empecilhos, já que Bruno Michel (GP2) trabalha agora
para a Liberty (dona da F1).

Laranja








Prato servido Frio

Para o lugar de Bernie Ecclestone colocaram três pessoas.

Uma da Fox.

Uma da ESPN.

E a uma terceira que o odeia de todo coração.

Pela Lógica

A chegada de Paddy Lowe deve facilitar o entendimento da relação entre
bólido da Williams e a unidade de força da Mercedes.

Combustível

Renault com a BP.

McLaren com Castrol.

Red Bull com ExxonMobil.

E a Total?

Fica a questão.

Vale notar que o acordo da Renault com a British Petroleum tem previsão
para cinco temporadas com valores em torno de 150 milhões de euros.

Adaptação

A turma que trabalha nas trocas acelerou os treinamentos.

Os novos jogos de pneus são bem mais pesados que os do ano passado.

Muda Alguma Coisa?

As impressões de Furbatto.

As grandes escuderias devem abrir ainda mais vantagem sobre as menores.

Mas será legal ver o comportamento dos carros em alguns circuitos.

Pois pela nova configuração será muito difícil ter o mesmo desempenho
nas pistas travadas em comparação com outras como Red Bull Ring.

Será preciso escolher a melhor performance em um ou outro.

Importante também é o consumo de combustível.

A eficiência da unidade de força nesse quesito fará diferença.

Potência e economia precisam ser equilibradas.

Mais.

Os novos bólidos serão duas vezes mais dependentes da asa móvel.

O DRS será ainda mais necessário do que em outras temporadas para
as ultrapassagens e ainda servirá para auxiliar na gestão do combustível.

Provavelmente veremos pilotos se segurando abaixo de um segundo atrás
do carro da frente (DRS) para não sofrer pane seca no final.

É esperado que Red Bull e Mercedes briguem o ano todo.

O segredo do campeonato será o desenvolvimento durante a temporada.






segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Pequenas Passagens



























O inglês Vic Elford defendendo a Porsche durante a Targa Florio de 1971.

Um modelo de superação.

Um sobrevivente.

Uma amostra de como o automobilismo não é feito para os fracos.

Ele mesmo conta.

Um exemplo das dificuldades que passou no princípio da carreira.

1967.

Circuito de Snetterton.

Elford a bordo do 911 enfrentava Graham Hill e seu Lotus Cortina.

Hill o perseguia.

Parecia que não queria ultrapassar.

Brincava.

Atormentava.

Esmagava os nervos de Elford a cada volta.

"Olhava no retrovisor e via o sorriso sarcástico dele.

Seu bigode enchia todo o espelho.

Era como se ele estivesse no banco de trás do meu carro."

Um lobo e um menino.

Quem poderia suportar aquela pressão?

Nem é preciso dizer que Hill conseguiu atingir seu objetivo.

Foi uma lição.

Ao final, Elford setenciou.

"Não sabia, mas a velha raposa me mostrou que eu ainda era um novato."


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Esclarecedor


























"Lauda me confessou que a Mercedes começou a trabalhar no motor
híbrido ainda em 2007."

Luca di Montezemolo

(explica muita coisa, não?)

Maurice Trintignant
























As imagens acima mostram pedaços da história de Maurice Trintignant nas pistas.

Longa história.

Mais de 25 anos.

Nascido em 1917, esse francês conseguiu passar por diversas fases do automobilismo.

E sobreviveu a todas elas.

Em 1939 ele já havia vencido com seu Bugatti por duas vezes o Grand Prix des 
Frontières na Bélgica.

Sua carreira foi interrompida com a chegada da Segunda Guerra Mundial.

Escondeu seu precioso Bugatti num celeiro esperando o retorno dos tempos de paz.

Não deu outra.

Após o fim dos conflitos em 1945, ele retornou aos circuitos com o velho amigo.

O carro falhou.

As mangueiras estavam entupidas por fezes de rato.

Petoulet em francês.

Não demorou para que a lenda francesa do automobilismo Jean-Pierre Winmille
e Roland, o herdeiro de Ettore Buggati, lhe colocassem o apelido.

Petoulet sempre estava com seu gorro.

Tinha seus motivos para não se separar dele.

Ele escondia as cicatrizes do grave acidente de 1948 que sofreu em Berna.

Naquele tempo a morte não escolhia.

E caçava também os cautelosos.

Na Era da Fórmula 1 seu país buscava um herói para torcer nos autódromos.

Jean Behra e Trintignant disputavam o posto.

Behra lembrava Tazio Nuvolari.

Destemido.

Trintignant, que havia visto seu irmão morrer no asfalto, não tinha essa impetuosidade.

E viu o verdadeiro Nuvolari de perto.

Sabia que não valia a pena perseguir os intrépidos.

Nós sabemos que a Fórmula 1 sempre gostou de recompensar os que preferiram  
esperar.

Ascari, Fangio, Clark, Fittipaldi, Piquet, Prost, Button...

Behra morreu lutando em AVUS.

Sem conhecer vitórias.

Trintignant em 2005.

Com 87 anos.

Foi um piloto monótono.

Repetitivo.

Paciente.

Que aguardava os afoitos terminarem as provas abraçados com seus erros.

Quer um lugar melhor para assistir falhas do que as ruas do principado?

Assim Trintignant triunfou duas vezes em Mônaco.

E também nas 24 horas de Le Mans.

Um sobrevivente, como destaquei no início do texto.

Que viu Ascari, Fangio, Clark...

E os motores mudarem de lugar nos carros de corrida.

Que pilotou até os 48 anos.

E que no restante de sua vida pôde contar suas histórias.

E usar seu tempo para produzir vinhos.

Pacientemente.

Para não cometer erros.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Imperia




Lembranças.

Fotos da fábrica belga de automóveis Imperia.

Eu amo essas coisas.

A marca não existe mais.

Quer dizer, não como antes.

O nome foi resgatado num projeto de carro ecológico uns anos atrás.

Mas deixa isso pra lá.

A verdadeira Imperia surgiu no começo de Século XX.

Adrien Piedbœuf iniciou tudo a partir de uma pequena oficina de carros.

Sua vocação era a grandeza.

A marca colecionou feitos em Spa-Francorchamps, em Brooklands e no
Rally Liège-Roma-Liège.

A empresa teve como chefe de pesquisa por mais de uma década o lendário
engenheiro belga Louis de Monge, que inclusive desenvolveu transmissões
automáticas para os bólidos da empresa.

Monge que mais tarde trabalharia com Ettore Bugatti.

Apesar da conversa desses caras não ter sido sobre carros.

Foi Monge quem desenvolveu o Bugatti 100 P.

Uma beleza de avião!

Clica aqui .

Mesmo sem Monge, a Imperia continuou.

Adquiriu outras fábricas e fez parcerias.

Porém depois da Segunda Guerra Mundial terceirizou sua produção.

Começou aí o seu declínio.

Tanto que final da década de 50 suas portas foram fechadas.




Interessante é isso aí em cima.

Sua pista privada na bela planta da fábrica de Nessouvaux.

Contruída em 1928.

O projeto nasceu depois que os vizinhos da fábrica decidiram por um fim
nos testes realizados nas ruas da cidade.

Ninguém aguentava aquela loucura na porta de casa.

Sem espaço, a Imperia resolveu utilizar o teto.

Parte do circuito de 1 km passava por cima dos edifícios da empresa.

Hoje está tudo meio abandonado.

Quase desabando.



Memórias perdidas.

Uma pena.

Tanta história.

Não é uma burrice deixar um troço desse se perder?