segunda-feira, 29 de maio de 2017

Mônaco - 2017

























Os pilotos da Fórmula 1 são espetaculares.

Passar em altíssima velocidade tirando tinta das quinas de Mônaco deixa
qualquer um boquiaberto.

O final de semana?

Foi um passeio da Ferrari nas ruas do principado.

Primeira fila após a classificação e domínio total num dos circuitos mais
traiçoeiros do planeta.

Kimi Raikkonen foi perfeito no sábado.

Já no domingo, Sebastian Vettel fez o que se espera de um primeiro piloto
da Scuderia Italiana.

Sem erros.

Seu novo contrato com a Ferrari já está pronto.

Mais três temporadas de casamento.

Com algo em torno de 35 milhões de euros anuais de salário.

Fora os bônus.

Tudo sendo acordado, a renovação será anunciada no Templo de Monza.

Voltando ao asfalto.

Valtteri Bottas ficou rendido na pista de rua ao ter que lidar com as duas
Red Bulls.

Com estratégias diferentes, o time do energético envolveu a Mercedes e
colocou Daniel Ricciardo no pódio.

Claro.

Max Verstappen queria ter sido o escolhido.

Porém havia dívidas passadas (por erros) a serem pagas ao australiano.

Lewis Hamilton (de mãos atadas) fez o que podia para diminuir os danos.

Com os infortúnios de outros pilotos conseguiu um sétimo lugar.

Na briga pelo título, Vettel e Lewis precisam chegar em segundo sempre
que o outro vencer.

(não se pode ganhar todas)

Não deixar o adversário desgarrar pode ser o segredo do título.

O resto?

Eu disse que a Williams era um carro desequilibrado desde os testes em
Barcelona no início do ano.

No comparativo com os melhores, o bólido de Felipe Massa parecia que
ia desmontar nos esses de tanto que sacudia.

O brasileiro ainda levou os pontos da nona posição para Grove.

Sergio Perez estava ensandecido.

Muito impaciente.

Não é característica dos grandes.

(apesar do mexicano já estar com uma proposta de equipe de fábrica no bolso)

Muito legal ver a Haas pontuando com ambos os carros.

Carlos Sainz Jr. brilhou.

Vandoorne podia ter ganho uma moral com a McLaren.

Pontos preciosos perdidos.

(para a carreira)

Button?

Passo.

Na guerra do campeonato, a Ferrari mostra ter fôlego para evoluir.

Binotto afirma que Gina tinha o necessário para ser campeã na Austrália
e após seis etapas continua tendo.

Vettel diz que não quer disputar com as Flechas de Prata.

Quer estar na frente.

Maurizio Arrivabene não tem tempo de comemorar.

Os dados fornecidos pelo carro já estão sendo analisados e a cabeça
de todos está no Canadá.

Na terça-feira, Adami e Vettel estarão trabalhando no simulador.

É daí que saem os frutos.

Ninguém pode fraquejar.

Pois do outro lado está a poderosa Mercedes.

E um Lewis Hamilton sedento pelo topo do pódio.

Por fim.

Os números.
















sábado, 27 de maio de 2017

Smoke

























Pouca gente deve lembrar.

Essa figura aí em cima se chama Tony Stewart.

Piloto americano que possui títulos tanto na Nascar como na Indy.

E foi campeão mundial de Kart também.

E daí?

Umas curiosidades.

Em 1996 ele fez a pole nas 500 milhas de Indianápolis.

Pasmem: com 375,06 km/h.

De média...

Não vai surpreender ninguém se eu disser que na corrida o pé-de-chumbo
abandonou com 44 voltas.

Motor estourado.

Stewart também foi um dos que buscaram um feito.

Sem sucesso.

Por dois anos ele tentou completar as 500 milhas de Indianápolis
pela Indy e as 600 milhas de Charlotte pela Nascar.

1.100 milhas no mesmo dia!

As provas ocorriam uma a tarde e a outra a noite.

Engraçado é que uma corrida acontecia em Indiana e a outra na
Carolina do Norte.

Estados que não possuem divisas comuns.

O cara terminava uma, pegava o avião e alinhava na outra.

O piloto que realizasse a façanha de vencer as duas provas levaria
pra casa o prêmio de 20 milhões de dólares.

(valores da época)

E, com certeza, ficaria um mês com a cabeça girando.

Devido as mudanças nos horários, hoje ficou quase impossível
qualquer tentativa de realizar a epopeia maluca.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Clipping


























"Ele pode continuar conosco pelo tempo que quiser."

As palavras são de Sergio Marchionne.

O 'Ele' é Sebastian Vettel.

Vem Pra Rua (do bem)

Toto Wolff defendeu um calendário com mais pistas de rua para a Fórmula 1.

Destacando a boa experiência da Fórmula E.

Sempre gostei disso.

É impressionante ver o clima de corrida invadir as avenidas de uma cidade.

Riscos

Wolff entregou a dificuldade de se trabalhar nesta temporada em relação
ao anos anteriores.

"Por causa da Ferrari estamos tendo que trabalhar no limite absoluto das
unidades de força."

Isso significa temperaturas mais altas e maior fadiga de material.

Tanto que a segunda geração de motores da Mercedes não foi projetado
para mais dar mais poder as Flechas de Prata.

A conversa aqui é garantir maior confiabilidade.

A unidade (versão 1) de Bottas já estourou.

Hamilton continuará usando a dele nas primeiras sessões de Mônaco.

Mito

Impressionante.

É a categoria máxima do automobilismo desembarcar em Mônaco e os
jornais (de lá) só falam de Ayrton Senna.

Também no principado, homenagens e honrarias ao brasileiro.

2018

Distribuição das unidades de força para a próxima temporada.

McLaren e Sauber com a Honda

Ferrari continuará na Haas.

Mercedes fornecerá para Force India e Williams.

Red Bull e Toro Rosso seguem com a Renault.

Pra Chamar de Seu

A Red Bull pressiona para que haja uma mudança na regulamentação
em relação as unidades de força no próximo Acordo de Concorde.

Estamos falando para além de 2020.

A turma do energético quer um padrão de bateria e Kers para todos.

Com custo definido.

O plano é simplificar para que empresas independentes possam entrar
no jogo hoje dominado por Mercedes, Ferrari, Renault e Honda.

Tipo a Cosworth.

A ideia da Red Bull reduz custos e ataca o segredo que faz a diferença
na Fórmula 1, a interação entre o sistema de recuperação de energia e
o motor.

Por trás da proposta da Red Bull está o desejo de se libertar das fabricantes
e poder, finalmente, completar seu objetivo de construir seu próprio motor.

Em 2015 já falávamos sobre o assunto: clique aqui para lembrar.

Cuidando

A Red Bull contratou Jos Vertappen como caçador de talentos oficial.

A manobra visa criar mais laços com a família e remediar o assédio das
concorrentes sobre Max.

Nova Escuderia

Paul Stoddart (ex-Minardi) foi encarregado da missão de entregar um bólido
de dois lugares para um experiência de pista diferente na Fórmula 1.

(coisa que já existe na Indy)

Mas ele foi além.

Stoddart acabou fazendo uma 11ª equipe!

O novo projeto recriou uma experiência de equipe completa com garagem
de trabalho.

Para isso ele procurou a empresa de leilões que iria vender os equipamentos
da Manor para obter permissão e comprou várias coisas do falecido time de
forma antecipada.

Até mesmo novos uniformes foram confeccionados, imitando assim os times
oficiais.

Mecânicos, engenheiros, eletricistas e caminhões de apoio fazem parte do
pacote.

Tudo para que os fãs possam ter uma experiência real dentro de uma
escuderia e entender melhor como é a vida na F1.

Repete

Mario Andretti é uma lenda.

Venceu praticamente em todas as categorias imagináveis de esporte a motor.

Piloto duro nas pistas.

Suas largadas na F1 costumavam amedrontar os adversários.

(jogava pra fora mesmo para abrir caminho)

Com personalidade forte, se recusava a assinar contratos que vinculavam
sua imagem.

Assim costumava aparecer com um macacão com cores que divergiam das
de sua equipe.

Em nome de seus interesses financeiros, abriu mão de etapas da Fórmula 1
para pilotar na Can-Am e nas 500 Milhas de Indianápolis.

Por isso, não causa espanto sua apreciação por Fernando Alonso e sua
aventura em terras ianques.

"Ele deveria considerar uma temporada completa na Indy porque sua
oportunidade de encontrar um carro vencedor na F1 é mínima."


Pequenas Passagens



























A pista de Mônaco é singular.

Obter uma vitória ali é uma conquista que marca a vida de qualquer piloto.

Mítica.

Junto com as 500 Milhas de Indianápolis e as 24 Horas de Le Mans, é o
que há de mais nobre no automobilismo.

Certa vez José Carlos Pace reclamou da sua dificuldade de se entender
com o circuito num dia de chuva.

1972.

"É como guiar um carro de passeio em dia de temporal, sem limpador
de pára-brisa e com o vidro embaçado."

Tenso.

"Caía tanta água que eu não via nada."

Para completar o carro do brasileiro ainda apresentava problemas.

A dificuldade era em um setor específico.

"Por três vezes seguidas, quando eu ia virar o carro não obedecia.

Eu tinha que parar, dar marcha à ré, e voltar à pista."

Irritante.

"Todo mundo devia estar pensando:

Lá vem aquele louco que não gosta de fazer a curva..."




quarta-feira, 24 de maio de 2017

Quem Pode Mais
















Interessante comparativo da diferença orçamentária entre as escuderias da
Fórmula 1 ao longo dos últimos anos.

(clique na imagem para ampliar)

Na primeira linha destacamos a equipe com maior orçamento nas últimas
temporadas.

Na segunda podemos ver os times com menor poder financeiro.

E por fim, na última, as campeãs.

(valores em euro)

Legal para poder comparar as diferenças.

Williams na Indy

























Imagens da tentativa de transformar um projeto da Fórmula 1 num vencedor nas
pistas dos Estados Unidos.

Foi o visionário Bobby Hillin quem comprou os planos do Williams FW07 e o
adaptou para as regras da Indy.

Sendo que o próprio Patrick Head supervisionou a construção.

O resultado foi o Longhorn Cosworth pilotado por Al Unser nas 500 milhas de 
Indianápolis de 1981.

Nenhum resultado marcante.

OK.

Mas vale a história pela interação entre as duas categorias tão distantes nos nossos
dias.

Compare.
























O fim do Longhorn?

Parece que foi adaptado para a Can-Am e um tempo atrás apareceu sendo
vendido em um site por aí.

Merecia estar num museu, não?

terça-feira, 23 de maio de 2017

Pop


















































Existe uma certa nostalgia nos Posters.

Aquela coisa que vinha geralmente na parte central das revistas e acabavam
nas paredes dos quartos.

Sorte maior tinha quem conseguisse um cartaz original.

Interessante notar que está havendo um resgaste de tal ação dentro da
Fórmula 1.

A McLaren divulga a aventura de Fernando Alonso citando a histórica
Race of Two Worlds.

Enquanto que a Ferrari a cada etapa do campeonato faz sua interpretação
do lugar.

Uma das heranças deixadas pela falecida Manor.






domingo, 21 de maio de 2017

Quase na Indy










































O ano é 1986.

Enzo Ferrari estava extremamente contrariado com os rumos da Fórmula 1.

O problema maior era o regulamento.

Ele gostaria de alterar as regras em relação aos motores.

Aborrecido, resolveu criar um plano para deixar a categoria.

O destino?

A Indy.

Um sonho antigo que morava no coração do Commendatore.

Repetir o feito da Lotus.

Vencer as 500 milhas de Indianápolis.

O que parecia uma loucura começou a tomar forma.

Para começar a Scuderia Italiana contratou Steve Horne, chefe da Tasman
Motorsport, como consultor técnico.

A coisa se desenvolveu durante um ano.

E o carro ficou pronto!

Passou pelo túnel de vento e pela pista de testes com resultados impressionantes.

Na imagem acima vemos Michele Alboreto experimentando o bólido.

Chegou a ser estabelecida uma data e local para sua estréia em competições nos
Estados Unidos.

Outubro de 1986.

Laguna Seca.

A cartada de Enzo caiu como uma bomba no mundo da Fórmula 1.

A ameaça de perder a Ferrari fez com que as regras fossem revisadas.

Acabando com a briga.

Com isso John Barnard, que havia assumido o projeto no final, resolveu
cancelar tudo e continuar na F1.

E o carro?

Voltou para a garagem.

De lá seguiu para o museu da equipe.

Se tornou uma lembrança.

Não se deve duvidar dos italianos.

Eles não costumam blefar.




sábado, 20 de maio de 2017

Espanholas


































Retratos.

Imagens especiais de Barcelona.

A Fórmula 1 sob o olhar da lente de mais de 100 anos da máquina de Joshua Paul.

Simplesmente genial!


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Tá doido!





















"Lembre-se: não aperte o botão vermelho atrás do volant..."