segunda-feira, 24 de abril de 2017

Clipping

























Avaliando o novo território.

Já até fez seu assento na fábrica da Andretti.

Indy

O brasileiro Gil de Ferran (embaixador da Honda) vai auxiliar Fernando Alonso
em sua aventura na Indy.

Está sendo tratado como um mentor pelo espanhol.

Ainda não sei onde vai dar a participação do piloto da McLaren nas 500 milhas.

É certo que a categoria americana receberá um retorno midiático fabuloso.

(assim como aconteceu com Le Mans - Hulkenberg)

Fico me perguntando se surgiria uma parceria entre a Indy e a F1 num futuro
próximo.

(coisa que não deu certo entre Ecclestone e a família France, dona da NASCAR)

Sei que nada está sendo de graça.

Ferdi e sua equipe estão recebendo 5 milhões de dólares (pagos pelos japoneses).

Pode ser somente uma estratégia para seduzir Alonso a continuar com o time
por mais tempo.

A proposta da Renault é séria.

Luis Garcia Abad (empresário de Fernando) teve uma reunião a portas fechadas
com Cyril Abiteboul (Renault) no Bahrein.

Os franceses não prometeram milagres, mas estão convictos que brigarão pelo
título em 2019.

Abiteboul acredita que, com o tempo, haverá mais paridade entre as escuderias
na briga pelo campeonato.

E que os pilotos farão a verdadeira diferença.

Entretanto é necessário alguém (talentoso) que espere o período de desenvolvimento.

Por outro lado a Honda busca sanar seus problemas.

Nos testes do Bahrein foi notada a presença de engenheiros de fora da equipe.

Que nem uniformes usavam.

A FIA já havia dito que se após três etapas houvesse uma diferença grande demais
entre as fabricantes o Grupo de Estratégia deveria fazer uma intervenção.

O procedimento já pode ter sido iniciado.

O foco seria na confiabilidade.

Para que os carros da McLaren ao menos possam terminar as corridas.

No caso, existe a ideia da Mercedes ceder (em troca de dinheiro) tecnologia na
parte eletrônica aos técnicos da Honda.

Lembrando que em Sakhir, Alonso não abandonou por falha em sua unidade
de força.

Foi uma pane seca.

Decisões

Falando nisso, o Grupo de Estratégia se reúne nesta semana.

Na mesa estarão sendo discutidas questões sobre a T-Wing, as barbatana dos
carros e as unidades de força (se serão três ou quatro para 2018).

Sauber e Honda

Fique atento.

Em meados de maio termina o prazo para as escuderias da Fórmula 1 se
comprometeram com um fornecedor de motores para 2018.

Um anúncio logo será feito, já disse.

Gosta de Sol

A Williams se entende bem com os pneus da Pirelli.

Não demoram a aquecer (Red Bull) e nem sofrem superaquecimento (Mercedes).

Porém em pistas frias e úmidas o bólido de Grove simplesmente não anda.

Estão ainda tentando entender a razão disso acontecer.

Uma dificuldade antiga.

Detalhes

Na classificação no Bahrein que deu a pole para Valtteri Bottas, Hamilton cometeu
um pequeno erro.

Acionou o seu DRS antes da linha e por isso o mesmo não funcionou.

Foi mais um deslize num final de semana que teve Vettel como vencedor.

Preocupante.

Pois a Mercedes já entendeu que precisa ser perfeita para derrotar Seb e Gina.

Plano

A Ferrari começou a realizar os primeiros testes de partes que seriam utilizadas
no SF70H nos treinos livres em Austin (outubro) no ano passado.

Salários

Até mesmo nos vencimentos existe equilíbrio entre Vettel e Hamilton em 2017.

Valores iguais.

Lisa?

Adrian Newey parece ter se rendido.

Deve vir por aí uma Red Bull toda espetada na Espanha.

Mendonza

Ele perdeu para Button na McLaren (2013) e para Hulkenberg
já na Force India (2014)

Deu o troco e derrotou o mesmo Hulkenberg nos dois anos seguintes.

Mas foi seu companheiro que se mudou para um time de fábrica.

Tem muita gente elogiando o Mexicano.

Uma opinião.

Não sei se Sergio Perez achará espaço na categoria para tentativas mais
promissoras.

Meu pensamento.

Por Fim

A Williams chegando com sua mudança em Sochi.


domingo, 23 de abril de 2017

Feras

.


Procedimentos para largada executados por Valtteri Bottas no Bahrein.

Repare o trabalho que faz o piloto da Mercedes.

(legendas)

Ajustes de freios, mapeamento de motor...

Todo um setup para iniciar a prova.

E que continua durante toda a corrida.

Tudo numa velocidade impressionante e disputando com outros carros.

Depois desse vídeo, dá pensar duas vezes antes de criticar esses caras!

Barbazza





O italiano Fabrizio Barbazza nasceu próximo a um local sagrado para
o automobilismo.

O Circuito de Monza.

Ainda novo se destacou na Fórmula 3 de seu país.

Foi para os Estados Unidos a fim de desbravar as pistas da América.

Chegou a CART.

Conseguiu um terceiro lugar nas 500 milhas de Indianápolis em 1987.

O que lhe rendeu o título de Rookie of the Year.

No início da década de 90 foi para a Fórmula 3000.

Na temporada seguinte ingressou na Fórmula 1 contratado pela equipe
AGS.

Já em 1993 foi para a Minardi para ser companheiro do brasileiro
Christian Fittipaldi.

Competiu contra equipes bem mais poderosas.

E a excelente turma da época.

Alain Prost, Michael Schumacher e Ayrton Senna.

Mesmo assim ele pontuou em duas das primeiras quatro provas do campeonato
daquele ano.

Alguns tempo depois direcionou sua carreira para o mundo dos Protótipos.

Daytona, Sebring...

Em Road Atlanta sofreu um acidente qa bordo de uma Ferrari 333 SP.

Muito feio!

O ano era 1995.

Tentou voltar.

Chegou a participar ainda das 24 horas de Le Mans.

Mas sabe aquela história que certos acidentes mudam a vida do piloto?

Isso.

Barbazza não abandonou as pistas.

Trabalhou fora do cockpit.

Passou a desenvolver projetos de segurança para autódromos.

Entendia do negócio.

Tanto que ficou rico.

E até abriu um Resort em Cuba.

La Villa Clara.

Vida nova.

Sol e vento na cara.

Sobreviveu.

E enquanto você estiver lendo esse post, provavelmente ele deverá
estar pescando.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Patrick Depailler





É difícil tentar entender a alma de um piloto.

De vez em quando me deparo com uma figura que não me deixa concluir
o texto.

O francês Patrick Depailler é um desses.

Por que?

Sua história é acidentada.

Cheia de exageros.

Despretensioso na forma de viver.

Mas sonhava em ser campeão mundial.

Não podia dar certo.

A época era errada.

Esse tipo de postura não cabia mais na Fórmula 1.

O talento estava lá.

As vitórias nas categorias de acesso evidenciam isso.

Em 1978 (já na Fórmula 1) arrancou uma vitória no principado de Mônaco.

Comemorou durante ininterruptas 48 horas!

Festas em cima de festas.

Alguns que viram de perto resumem Depailler nas pistas.

Apagava o cigarro.

Colocava o capacete.

Pilotava de modo ensandecido.

Voltava para o Box.

Tirava o capacete.

E acendia outro cigarro.

Isso sem falar nos acidentes.

A queda de asa delta foi simbólica.

Isso mesmo asa delta!

Ele se quebrou todo.

A primeira cirurgia durou 5 horas.

E decretou o fim de sua participação na promissora temporada de 1979.

Temporada em que Niki Lauda o apontava como favorito pela Ligier.

Em 1980 ele retornaria pela Alfa Romeo.

Apenas para morrer num teste na Alemanha.

Um desperdício por tudo que poderia ter sido.

Por que viver assim?

Viu como é difícil escrever sobre um personagem desses?

Uma coisa ficou clara.

A razão só faz sentido na cabeça do homem.

Então como decifrar a mente de Depailler?

Ken Tyrrell nos deu uma pista ao falar dele.

Sobre suas atitudes.

"Ele era apenas um menino.

Um menino imprevisível!"


Clipping
























Pode voltar?

Pode.

Reviravolta

Antes dos testes de Barcelona o pessimismo imperava.

Sem Nico Rosberg, muitos acreditavam que Hamilton poderia se tornar
campeão em Monza.

Quem diria?

Gina

"Se o carro anda bem em Barcelona, ele andará bem em qualquer
circuito."

Michael Schumacher

Monstrinho

Sexta-feira: dois treinos livres

Sábado: treino livre e qualifying.

Domingo: corrida.

Terça-feira:  130 voltas para a Pirelli (teste do composto 2018!)

Quarta-feira: 64 voltas para Ferrari.

Como disse Christian Horner certa vez:

"Vettel é um robô."

Segredo

Ferrari, Haas, Toro Rosso e Williams se entendem bem com os pneus.

Mercedes e Renault os desgastam rapidamente.

Force India e Red Bull demoram a atingir a temperatura ideal.

Nada

Há muitas perguntas.

Porém não enxergo nenhum cenário onde Felipe Nasr se encaixaria
novamente na Fórmula 1.

Bottas

Quando o segundo piloto ouve ordens da equipe para ajudar seu
companheiro, é sinal que está fazendo bem seu trabalho.

E a Mercedes sabe que errou mais na estratégia dele do que na de
Lewis.

Cortes

O orçamento da McLaren para a temporada atual é menor do que
o do ano passado.

Não vai sair Ninguém

"Não temos intenção de abrir mão de qualquer piloto em 2018.

Inclusive Carlos Sainz Jr."

Christian Horner

Números

Até aqui foram três etapas em 2017.

E Fernando Alonso girou menos de 500 milhas na categoria máxima
do automobilismo.

Replay

A Renault ofereceu um projeto (de longo prazo) e muito dinheiro
para Alonso retornar.

Para ser a estrela.

(pensei em Ricciardo, mas eles foram primeiro em Ferdi)

A contraproposta da McLaren inclui liberdade e diversão.

(em outras categorias, claro)

Qual você escolheria?




quarta-feira, 19 de abril de 2017

Barenitas
































Retratos.

A Scuderia Italiana indo receber seu piloto.

Encontro de velhos amigos.

Pascal Wehrlein marca território.

E Minttu Virtanen esperando. Duas vezes.

Ensaio.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Entrelinhas dos testes no Bahrein

EquipeTerça-FeiraQuarta-Feira
 Ferrari Antonio Giovinazzi Sebastian Vettel
 Mercedes Lewis Hamilton Valtteri Bottas
 Red Bull Daniel Ricciardo Pierre Gasly
 Force India
 Sergio Perez
 Esteban Ocon
 Alfonso Celis
 Williams
 Lance Stroll
 Felipe Massa
 Gary Paffett
 Toro Rosso Sean Gelael
 Carlos Sainz
 Daniil Kvyat
 Haas Romain Grosjean Kevin Magnussen
 Renault Nico Hulkenberg Sergey Sirotkin
 Sauber Marcus Ericsson Pascal Wehrlein
 McLaren Oliver Turvey Stoffel Vandoorne

Logo acima você pode conferir a escalação das equipes para os testes
que serão realizados no Bahrein.

A Mercedes colocou apenas seus titulares.

Sauber e Haas seguiram a mesma receita.

Sendo que o time de Romain Grosjean irá tentar corrigir seu problema
nos freios.

Detectado ainda nos testes de Barcelona.

A Red Bull colocou Pierre Gasly (atual campeão da GP2) ao lado de
Daniel Ricciardo.

Uma oportunidade para o jovem de 21 anos, que atualmente corre na
japonesa Super Fórmula, mostrar seu valor.

Quem não é visto não é lembrado.

Uma sombra para Daniil Kvyat.

A McLaren vai para pista com Stoffel Vandorne e Oliver Turvey.

Com 30 anos, Turvey, que é responsável pelo desenvolvimento
em Woking, disputa a Fórmula E nesta temporada.

Foi escalado pois vive no simulador da escuderia inglesa.

Aqui o importante é prestar atenção em como a nova unidade de
força que será apresentada pela Honda se comportará.

Já a Ferrari entregará os trabalhos para Antonio Giovinazzi e Vettel.

O piloto italiano tem intimidade com o simulador de Maranello.

Mas um boa performance, impressionando os engenheiros, pode elevar
suas chances de um dia se tornar titular.

A Williams decidiu repartir Felipe Massa e Lance Stroll no primeiro dia
e deixar Gary Paffett assumir o serviço no segundo.

Experiente (36 anos), Paffett que já foi piloto de testes da McLaren,
hoje conduz uma Mercedes na DTM.

A Renault chamou Nico Hulkenberg e, seu reserva, Sergey Sirotkin.

O Russo de 21 anos poderá ganhar rodagem.

Seu país também é estratégico para os planos globais dos franceses.

A Russia é hoje uma plataforma para exportação de automóveis da
marca do diamante para diversos países do Golfo Pérsico.

E as vendas por lá não param de crescer.

Outra.

A ausência de Jolyon Palmer e os recentes boatos sobre contatos da
Renault com Fernando Alonso levantam uma fumaça.

Como eu disse outro dia, a história se repete (McLaren, Mercedes).

E um grande investimento pede sempre uma estrela.

Cyril Abiteboul está no mercado em busca da sua.

A Force India também espremeu seus titulares.

Esteban Ocon e Sergio Perez farão experimentos num dia enquanto
que Alfonso Celis Jr. pilota sozinho no outro.

Fonz é velho conhecido aqui do Blog.

A gente vem detectando a presença dele num programa com a Force
India não é de hoje.

Além de ter conduzido o carro do time em diversos treinos livres no ano
passado, ele também pilotou nos importantes ensaios da Fórmula 1 em
Barcelona no início deste ano.

É o reserva oficial da equipe.

Parece que alguém está se preparando para entrar na categoria máxima
do automobilismo, não?

Isso mesmo.

Sei que um dos patrocinadores principais do mexicano já apoia também
a escuderia de Vijay Mallya.

A rede de hotéis Cartesiano.

Celis Jr. disputa a World Series Fórmula V8 3.5.

A mesma de Pietro Fittipaldi.

O brasileiro lidera com duas vitórias.

Fonz é o segundo e tem um plano.

Interessante o line-up da Toro Rosso.

Carlos Sainz Jr. e Daniil Kvyat repartem um dia.

E Sean Gelael  da F2 tem exclusividade no outro.

O indonésio assumiu de forma surpreendente a posição de piloto
de testes da Casa de Faenza.

Diria ser no mínimo inusitado.

Pois a tradição da família dos energéticos é de uma educação rígida
e exigente com resultados.

Onde os mais fracos são descartados sem um pingo de remorso.

Assim causa estranheza surgir um elemento estranho na linha de
montagem.

O dinheiro.

Isso.

O indonésio Gelael não está solitário.

Ricardo, seu pai, é rico.

Muito rico.

Entre as joias de sua coroa aparece a representação da rede de fast
food KFC em seu país.

Não entendeu?

Aqui.

Por pouco a família Gelael não assumiu o controle e salvou a Manor
nesta temporada.

Ao seu lado estava a GF Capital.

Um grupo de investidores asiáticos que queria repetir a experiência
da Genni Capital na Fórmula 1.

(lembra da Lotus de Raikkonen e Grosjean?)

Usando a categoria para catapultar negócios ao redor do planeta.

E ainda promover um GP na Indonésia.

Um mercado de 250 milhões de pessoas.

As coisas acabaram tomando outro rumo.

(Nasr, Interlagos... aquilo!)

Entretanto os recursos continuam fartos.

Se não continuassem, Sean Gelael não ganharia esse presente.

Ainda mais na Toro Rosso.

E você achando que eram somente mais dois dias de testes...