terça-feira, 30 de setembro de 2014

Selvagem























Nunca gostei.

Parecia um doido.

Mesmo quando foi campeão, Nigel Mansell me passava a ideia de ser um desequilibrado.

Mansell tinha suas dificuldades.

Precisava ser protegido.

Acolhido.

E apenas Frank Williams percebeu isso.

Até que chegasse esse momento ele sofreu.

Primeiro na unha de Nelson Piquet.

O brasileiro sempre falava suas bobagens nos jornais.

Eram armadilhas.

E o Leão caía em todas.

Mesmo sendo mais rápido acabava falhando.

Já na Ferrari foi a vez de Alain Prost.

O pequeno francês fincou sua bandeira.

Não havia espaço para Mansell na Scuderia Italiana.

O professor foi sagaz.

Maldoso.

Nas reuniões com os engenheiros falava em italiano...

Para o piloto inglês era aramaico.

As coisas só deram certo em 1992.

Quando encontrou o mítico Williams FW14B.

A equipe trabalhava para ele.

E Ricardo Patrese era um companheiro perfeito.

Por não ser um adversário.

Mansell finalmente encontrou seu lugar.

E assim o título.

Talvez tenha chegado à Fórmula 1 na época errada.

No seu tempo já existiam muitos detalhes.

Longos treinos e reuniões intermináveis.

Mansell era um bruto nas pistas.

Simplesmente não ligava pra nada disso.

Gostava do combate.

De criar inimigos.

A rudeza dos carros e das corridas americanas foram um oásis.

Estava em seu elemento.

Sem frescuras.

Áspero.

Havia voltado no tempo.

Para a Fórmula 1 dos anos 70.

Empírica.

Sem as sutilezas de Ayrton Senna, Nelson Piquet e Alain Prost.

O leão não havia nascido para viver esse circo.

Apesar disso venceu nele.

Talvez por isso seja tão admirado.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Rascunho Verde























Greenpeace!

Uma das certezas da Caterham é contar com Marcus Ericsson.

O piloto traz consigo um patrocínio de 15 milhões de Euros e o time verde nem
sonha em perder essa bolada.

Não é pouco.

É mais ou menos o dobro do que Sergio Perez leva na sua mochila.

Sei que a equipe (assim como a Force India) deverá usar as intalações da Toyota
para desenvolver o carro de 2015.

Pra se ter uma ideia, os japoneses cobram 100.000 euros por semana para acionar
seu túnel de vento.

Fora todo o custo operacional do time no processo.

Olhando o carro da Caterham (na foto acima feita recentemente em Cingapura)
todo verdinho e com quase nada escrito na carenagem, fica claro que, mesmo
com todas as mudanças sofridas, perder Ericsson nunca esteve nos planos da
escuderia.

Uma última notinha sobre o pessoal de Leafield.

Confirmado que a Red Bull iniciou tratativas para colocar Carlos Sainz Jr na
Caterham.

Mas as negociações não avançaram.
 
Olhando no calendário, descubro que 13 de outubro é o Dia da Vida.

Mesma data limite para um certo piloto espanhol estabeleça uma definição dentro
da Ferrari.

Na expectativa, a McLaren anunciará seus pilotos para a próxima temporada em
novembro.

Max Verstappen vai andar de Toro Rosso no primeiro treino em Suzuka.

O menino holandês está perto de obter sua superlicença.

Por fim.

Rubens Barrichello se ofereceu para ser piloto reserva da Mercedes?

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Rascunho de Minúcias
























E aí?

Alguém saberia dizer quem é o piloto do capacete branco?

Detalhe.

Aquele pormenor que às vezes passa despercebido.

Veja só.

Na Alemanha, dizem que a fonte do boato sobre uma troca entre Lewis Hamilton e
Fernando Alonso é Niki Lauda.

Interessante.

Algumas horas atrás, a McLaren colocou em seu site uma homenagem para Ferdi.

Nada demais.























Só que até ontem a figura do piloto espanhol não aparecia no histórico de motoristas
que tiveram o privilégio de usar um carro de Woking.

Humm...

Nunca é tarde para fazer um agrado, não?

Por fim.

O calendário da Fórmula 1 para 2015 não está fechado.

Em silêncio, Bernie Ecclestone ainda tenta colocar mais uma prova.  

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

70 x 7

Na imagem que ilustra o post aparecem Stirling Moss e Mike Hawthorn.

Não se engane com a foto.

Os dois não se gostavam.

Talvez a causa seja a forma diferente que os dois encaravam a vida.

A rivalidade nas pistas também contava.

Hawthorn gostava de chamar Moss de "carequinha".

Irritante.

Temporada de 1958.

Moss tinha três vitórias a mais que Hawthorn.

Porém o piloto da Ferrari teve mais regularidade.

E venceu o campeonato.

Em Portugal aconteceu o improvável.

Uma daquelas ações que se tornaria lenda na  Fórmula 1.

Moss liderava com facilidade e venceu a prova.

Logo atrás, faltando um quilômetro para a linha de chegada, Hawthorn perdeu o
controle do carro.

Stirling Moss olhou a situação.

Com brados, incentivou o piloto da Scuderia Italiana a retornar para a corrida
aproveitando a declividade da pista.

Hawthorn voltou e conseguiu a segunda colocação.

A direção de prova queria desclassificar o ferrarista.

A manobra feita pela contra-mão era ilegal.

Moss foi em defesa de Hawthorn que assim conservou o segundo lugar.

Como disse acima, Hawthorn foi o campeão daquele ano.

Com diferença de apenas um ponto sobre Moss.

Ética, nobreza...

Realmente não sei como nomear esse tipo de atitude.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Rascunho Igual
























Sim.

Já houve equipes verdes mais interessantes.

Se você receber um mail da Caterham oferecendo um cockpit, fique tranquilo que
não é spam ou vírus.

A assessoria de Fernando Alonso negou qualquer envolvimento com a Lotus.

Com a Lotus, OK?

Interessante a parte da proposta do piloto espanhol para a Ferrari que toca no
aspecto de produtividade.

Hoje Alonso recebe 22 milhões de Euros fixos por ano.

Flavio Briatore deseja alterar isso.

Quer que a Scuderia Italiana pague 10 milhões mais 80 mil por ponto alcançado.

O que facilmente chegaria, olhando os números passados do piloto, em 30 milhões
por temporada.

(tudo em Euro, claro)

Ganancioso?

O espanhol se acha melhor que seus pares.

E quer ser reconhecido por isso.

Principalmente através dos números.

Ainda bem que Lawrence Stroll, o tal bilionário canadense, possui duas orelhas.

Pois além de Flavio Briatore (Lotus), Gerhard Berger também o está
aconselhando (Sauber - sem esperança com os russos).

Duas opções com vantagens e desvantagens (Marussia parece fora da alça de mira).

Sei que os homens que decidem terão trinta dias para dizer se um time da Fórmula 1
mudará de mãos.

O acordo do Whisky Johnny Walker com a Fórmula 1 envolve cerca de 200 milhões
de euros.

Parceria firmada por cinco anos.

Fazendo as contas teremos 40 milhões por temporada para Bernie Ecclestone e a
McLaren (atualmente patrocinada pela bebida) falando sozinha em 2015.

Dentro do paddock tem gente afirmando que o problema de Rosberg não foi de
Hardware e sim de Software.

Quem conhece a coisa, e viu os sintomas acusados no volante, diz que claramente a
programação do mapeamento do motor estava errada e por isso gerava conflitos na
máquina.

Os boatos estavam agitados ontem.

Hulkenberg se juntando à Porsche no Endurance.

Nissan contratando Vergne.

E a Lamborghini projetando um LMP2.


Imagem meramente ilustrativa.

Vou afirmar que não sei nada disso.

A Shell usou em Cingapura um combustível novo na Ferrari.

Ao invés do petróleo, sua base é o gás natural.

Helmut Marko falou que Max Verstappen é o novo Ayrton Senna

Legal.

Por fim uma pergunta.

Qual a diferença de Vettel ganhar nos últimos quatro anos com um excelente carro
e Lewis Hamilton vencer agora com o melhor carro do grid?

Mas Lewis vale cada centavo, diria Lauda.

(quem sabe, se disser em voz alta, muitos do conselho da Daimler poderão acreditar!)

Sei...

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Decisão
























Disse o Tordo.

"O ultimato foi dado.

Clima para ele ficar não existe mais.

Porém ninguém da Scuderia Italiana vai descartá-lo.

Todos sabem o grande piloto que ele é.

Estão apenas esperando sua palavra, ele dizer que quer ir.

Assim não haverá responsabilidades pros que ficarem.

Em breve saberemos.

Quão breve?

Acho que antes do Japão."

Existe um substituto? (pergunto)

"Seb tinha um acordo com as cabeças que rolaram.

Domenicali, Montezemolo...

Não sei pra quando seria."

E depois das mudanças? (pergunto de novo)

"Agora? 

Penso que fica como está.

Com o que tem.

Se Ferdi escolher outra casa, subiria o menino Bianchi com Kimi."

Seatylock



























Olha isso.

O selim da bicicleta se transforma num cadeado.

A ideia (chamada de Seatylock) foi desenvolvida pela equipe do designer
israelense Oren Livne.

Simples e genial.

Rascunho de Figuras























A Coreia de volta para a Fórmula 1?

Pode ser.

Mas tudo diferente do que era.

O caminho é copiar toda a ideia de Cingapura.

Corrida noturna e pista de rua.

Portanto nada a ver com o Circuito de Yeongam.

O local seria Incheon, região portuária e bem próxima a Seul e seu aeroporto.
























Lembrando que lá mesmo, em Incheon, recentemente a BMW não economizou
(cerca de 75 milhões de dólares) ao construir uma pistas de testes de primeira linha.

Humm.

Pista de rua.

Pertinho do povo.

Um tendência falada por aqui há mais de 2 anos atrás.

Clique aqui.

Da Alemanha (Bild) veio uma nota contando que o bilionário Lawrence Stroll se
aproximou da Lotus.

Contei em outros Rascunhos suas sondagens sobre a Sauber (sem sucesso) e
Marussia.

Sua ida para os lados de Estone é novidade.

Não é novidade (está num rascunho passado também) que Flavio Briatore está
conduzindo Stroll pela mão no labirinto da Fórmula 1.

Missão dada pelo próprio Bernie Ecclestone.

Aí os alemães estão contando outro fato novo.

Que Fernando Alonso poderia entrar na empreitada.
























Um dos grandes problemas da Lotus é dinheiro.

Mas não é só isso.

Sua equipe técnica foi se esfarelando nos últimos meses.

E montar um (bom) time não é fácil.

Stroll tem paixão.

Seu filho (de 11 anos) é piloto contratado pela Ferrari.






















A paixão pode levar ao arroubo e isso associado com a riqueza pode terminar
em exageros.

Assim tudo pode acontecer.

Por um tempo.

Pois dinheiro não gosta de claridade.

Para finalizar.

Ser o cabeça de uma equipe de Fórmula 1 não é fácil.

Exige postura.

Me parece que Toto Wolff e Niki Lauda estão bem longe da capacidade de ocupar
esse tipo de posto.

Principalmente quando adotam a linha de continuar alimentando as teorias de conspiração
com suas declarações dúbias.

A melhor equipe de 2014 (líder absoluta do Mundial de Construtores e de Pilotos, com
uma dupla espetacular em seus cockpits) viver em crise é inaceitável, não?


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Rascunho Hipotético























Calma!

Fica mais um pouco...

Tentando entender essa história.

Fernando Alonso possui um acordo para continuar na Ferrari em 2015.

Mesma opção que o deixaria ligado à Maranello também em 2016.

Só que as coisas não são assim vermelho no amarelo.

A tensão interna está lá.

Você leu aqui as reclamações públicas do espanhol.

Vazamentos do time.

Clique para lembrar.

Ferdi e Marco Mattiaci não se bicam.

E as palavras de Mattiaci colocam fogo na coisa.

"Alonso no momento (destaco o 'no momento') ficará conosco.

Existe um debate sobre como definir a nossa relação."

O contrato está lá, como falei, para mais duas temporadas.

Então o que poderia acontecer?

Primeira hipótese.

A Scuderia Italiana poderia deixar Alonso num ano sabático.

Como fez com Kimi Raikkonen em 2010.

Segunda hipótese.

Os italianos poderia negociar o piloto.

Aí aparecem os possíveis interessados.

Um é a McLaren - Honda.

Ron Dennis quis selar o acordo meses atrás com Alonso.

O contrato (e um adiantamento de quase metade do atual salário do piloto)
estavam lá.

Sei que o dinheiro foi recusado.

Estima-se que a Ferrari pediria algo acima de 25 milhões de Euros para liberar seu
número um para a concorrência.

Em Suzuka a Honda tentaria sua cartada final.

Outro que está de olho é a Mercedes.

Surgindo das sombras.

Aí a coisa poderia depender do resultado da briga Hamilton x Rosberg.

Você pode perguntar.

Mas o time prateado descartaria Lewis, mesmo ele sendo campeão?

Nada demais.

Até porque há precedentes.
























Por fim.

Se ninguém notou, em Cingapura Felipe Massa completou 100 GPs sem vitórias
na Fórmula 1.

domingo, 21 de setembro de 2014

Rascunho de Cingapura























Taí uma coisa que eu sempre gostei.

Pista de rua.

Lewis Hamilton faturou.

Nico Rosberg quebrou.

Acontece.

A noite costuma sempre ser interessante.

Ouviu a declaração de Niki Lauda?

"Agora os problemas técnicos de cada piloto estão equilibrados."

É mesmo?

O Tordo (alegre com a performance do atual campeão) me revela um segredo.

Depois do enrosco de Spa-Francorchamps, Toto Wolff tomou as rédeas e mostrou
para o filho de Keke quem é que manda na Mercedes.

Até o novo contrato do piloto com o time prateado ficou sob risco.
 
Sebastian Vettel continua com 40 milhões de motivos para mudar para a McLaren.

A proposta ainda está lá.

Lembrando que o valor está em Euro.

Você notou o quanto Jean-Eric Vergne estava aguerrido?

O francês briga por uma vaga na Red Bull.

Terceiro carro, OK.

Vergne conta com uma certa orientação vinda da França e com o apoio do amigo
Daniel Ricciardo.

Por fim.

A Ferrari está dando um ultimato para Fernando Alonso...