domingo, 25 de junho de 2017

Baku - 2017
























Não vou colocar imagem de gente bebendo alguma coisa em sapato.

Esclarecido.

Vamos para a corrida.

Aconteceu tanta coisa que as pessoas até se esqueceram do vencedor.

Daniel Ricciardo teve o benefício das circunstâncias.

Mas isso faz parte.

Não diminui em nada o mérito do piloto ou da sua equipe.

E olhando de forma mais atenta, descobrimos que o australiano fez sua jornada
calçando sempre pneus novíssimos.

Diferente dos três que chegaram logo atrás dele.

Vantagem.

Me incomodou a posição de Valtteri Bottas.

Ao ser concedido que o finlandês da Mercedes, que estava uma volta atrás,
descontasse essa desvantagem durante o safety-car, ele renasceu.

O cara guia pela Mercedes.

Se pensarmos bem, foi bem injusto com todos que foram ultrapassados por ele.

Acrescente um minuto e quarenta segundos ao seu tempo.

O pobre do Ericsson que chegou em décimo primeiro deve ter feito a conta.

Outro que se deu bem foi Lance Stroll.

Um final de semana limpo que lhe rendeu o terceiro lugar

Por menos de duas semanas ele não se tornou o piloto mais jovem a subir no
pódio da Fórmula 1.

(marca de Verstappen)

Não pense que foi por acaso.

Ao terminar o GP do Canadá, a Williams fez uma preparação intensa com
o rapaz em Austin.

Foram três dias com um bólido de 2014.

Tudo para ajudá-lo na comunicação com seus engenheiros, entender como
achar um melhor aquecimento de pneus e dados que colaborem no setup.

Mais.

No início da semana passada ele foi visto em Bruntingthorpe com Rob Wilson.

Um dos melhores preparadores de pilotos da Fórmula 1.

Se você não sabe, Raikkonen, Coulthard, Bottas e Montoya passaram na
unha desse neozelandês.

Felipe Massa também tem culpa.

Sua experiência no acerto do carro também tem servido ao canadense.

Há dedicação e trabalho.

Os frutos não apareceram por mágica.

Chegamos!

Vettel e Hamilton.

Aqui o troço pegou fogo.

"Eles são guerreiros.

Eles estão em guerra.

Eles estão lutando pelas vitórias e pelo campeonato.

Em um certo estágio, os melhores que competem pelo campeonato mundial
nesta fase de suas carreiras não podem ser amigos.

Talvez já tenhamos visto o limite hoje."

As palavras são de Toto Wolff.

Em Montreal, durante os treinos livres, eles se encontraram na pista.

Lewis fez questão de fazer testes de freios enquanto que Sebastian tentava
realizar sua simulação de corrida.

Nas entrevistas o inglês não disfarçou que foi intencional.

Provocações.

Mesmo com os dados a favor de Hamilton, Helmut Marko viu ali um desafio
de Hamilton.

OK.

Nada justifica.

Vettel foi punido.

Segue o jogo.

Os problemas hidráulicos apresentados por Gina, obrigaram a Ferrari colocar
o motor de combustão interna (ICE) que já havia sido descartado depois de
Barcelona.

Diferente do novo, sem desenvolvimento.

O que custou pelo menos três décimos ao líder do campeonato.

Será outra coisa na próxima etapa.

Entretanto há muito para ser feito na parte aerodinâmica em pistas velozes.

Mesmo com a confusão entre seus colaboradores, a Force India chegou em
sexto com Esteban Ocon.

Kevin Magnussen trouxe sua Haas em seguida.

Ele é bom piloto.

Carlos Sainz Jr. se recuperou e colocou a Toro Rosso em oitavo.

Fernando Alonso e Pascal Wehrlein fecharam a turma que pontuou.

Primeiros pontos da McLaren.

Baku foi agitado e divertido!

Oito etapas.

Quatro vencedores diferentes.

Por fim.

Os números.

























sexta-feira, 23 de junho de 2017

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Decisões
























"Qual será o meu destino?"

Piloto em dúvida.

Antes de começar, uma observação.

O nervosismo de Grosjean.

Com qualquer infortúnio que atrapalhe sua caminhada.

A veste vermelha nunca esteve tão próxima.

Voltemos ao assunto principal do post.

Lewis Hamilton abriu a tampa.

O talentoso piloto inglês colocou em dúvida sua continuidade na Fórmula 1.

"O meu futuro está em minhas mãos.

Eu posso parar ao final deste ano.

Isso significaria que o meu legado seria menor do que em 5 anos?"

Damon Hill arregalou os olhos ao ler tais palavras.

"O que ele quer dizer com isso?" Indagou o ex-campeão.

Hamilton abriu o jogo.

A mensagem foi direta para Toto Wolff.

A questão aqui é Vettel.

Seb está com uma decisão a ser tomada.

Continuar na Ferrari ou ir para a Mercedes.

O que Lewis deseja?

Status Quo.

Que fique tudo como está.

E entrega.

"Tenho uma equipe incrível em torno de mim e um grande chefe que me permite
ter tempo para outros interesses que me permitem ficar de pé".

Mais?

Afirma que Valtteri Bottas ganhou seu lugar nas Flechas de Prata e se tornará ainda
mais forte se a Mercedes estender seu contrato.

Cristal.

Valtteri é paciente e tenta fazer sua parte.

"Eu sei que há algum tipo de plano sobre quando a equipe terá as coisas ordenadas,
mas isso é entre nós.

Não há pressa."

Bottas não está em discussão com outras equipes.

Não me surpreenderia que ele tenha um retorno garantido para a Williams caso sua
história com a Mercedes termine ao final deste ano.

Se eu fosse a Renault ficaria de olho.

Muito bom, ainda novo, rápido e barato.

Na expectativa, Fernando Alonso mira uma das vagas.

O espanhol não disfarça.

"Há alguns movimentos lá fora."

E completa.

"Eu sei que há ainda mais movimentos do que provavelmente todos
nós sabemos e há algumas equipes que pensamos estarem fechadas
para o próximo ano, não acho que as coisas estejam 100 % confirmadas.

Eu penso que haverá muitas mudanças para o próximo ano."

Então.

Qual será a decisão de Vettel?

Mercedes ou Ferrari?

Com a palavra, Sebastian.

"Não tenho resposta para lhe dar, estamos em uma fase muito difícil da temporada,
teremos um monte de corridas em um curto espaço de tempo, no verão, haverá
melhores condições para pensar nisso."

O tempo...

Baku, Silverstone e Hungaroring.

Vettel espera ver onde estará ao final disso para tomar um caminho.

Interessante perceber que tudo está nas mãos de uma só pessoa.

Gina.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Clipping


























Olhando para frente.

Casa

De boa fonte, Sebastian Vettel estará na Ferrari em 2018.

De outra, que não conheço, vem a informação que Raikkonen continuaria
também.

Nova Escuderia

No último Clipping eu disse ao falar sobre a nova equipe na Fórmula 1 que
o motor Ferrari seria o escolhido.

Engano.

A conversa aqui caminha para Renault (forte) ou Mercedes.

Estranho.

Pois fui levado ao erro por conta de que é um ex-membro da Scuderia
Italiana um dos principais envolvidos na empreitada.

Lenha?

Jean Todt confirmou que a FIA recebeu uma sondagem recente sobre
um novo time.

Pink

O austríaco Lucas Auer está sendo cotado para o testes de jovens pilotos
da F1 em Hungaroring.

O sobrinho de Gerard Berger conduziria a Force India.

A adaptação deverá ser rápida.

Auer também pilota um carro rosa na DTM sob o mesmo patrocínio da
BWT que hoje também envelopa o time de Vijay Mallya.

Mais Force India

Por trás da conversa sobre a alteração do nome da equipe está um patrocinador.

Algo em torno de 30 milhões de euros anuais.

Calendário

Ímola?

Não há dinheiro.

Esqueça.

Quanto?

Equipe de fábrica.

Grande e tal.

Mas Toto Wolff esclareceu que a opção por Valtteri Bottas para o lugar
de Nico Rosberg foi facilitada porque o ex-piloto da Williams chegou com
seu patrocinador.

"O objetivo da equipe é gerar renda.

Um piloto com apoio sempre terá vantagem."

A fala de Wolff mostra um pouquinho da realidade.

Se na Mercedes é assim, imagine o resto.

Unidades de Força

O debate sobre como serão os motores da categoria máxima do automobilismo
após 2020 continuam.

A Renault acredita ter encontrado o caminho para diminuir a distância entre ela
e a dupla Ferrari / Mercedes.

E por isso os franceses clamam pela continuidade e estabilidade.

Ou seja, nada de mudanças bruscas.

A Porsche acompanha todas as discussões.

A presença dos alemães no WEC (LMP1) está garantida em 2018.

Para além, não.

Em Le Mans, Chase Carey conversou com a marca da Volkswagen.

Houve tratativas com a Toyota também.

A Liberty está tentando trazer outras opções para a Fórmula 1.

E iniciar uma nova era ao final do atual Acordo de Concorde.

Tem Contrato

A Renault deverá manter Jolyon Palmer até o final da atual temporada.

Em 2018 veremos um novo nome ao lado de Nico Hulkenberg.

Fritando

Na briga por um lugar na Toro Rosso, Daniil Kvyat e Carlos Sainz Jr.
estão com a vantagem.

As performances de Pierre Gasly na Super Fórmula decepcionam.

Gasly precisa logo mudar esse quadro.

Por fim

Baku.

Maranello não parece otimista.

Deve ser apertado?

Sim.










terça-feira, 20 de junho de 2017

Hartley



























Não posso negar.

Eu tenho uma visão bem dura sobre o World Endurance Championship.

Acho pouco acessível.

Pelo formato.

Confunde.

Os construtores aparecem bem mais que os pilotos.

Isso dificulta.

Pois falta a referência.

Há tropeços até na transmissão ao tentar identificar quem está
conduzindo o carro em certo momento.

Outra.

Uma prova.

Não é um produto que consegue um acordo decente com a
televisão.

Por isso é facilmente encontrado ao vivo na internet.

Fato.

O Endurance não tem uma audiência absurda e muito menos
cobertura da mídia.

Quer um exemplo?

Dois anos atrás Mark Webber se sagrou campeão mundial.

Você estava presente nas 6 horas de Xangai quando a Porsche
garantiu seu título?

Nem qualquer jornalista australiano compatriota de Webber.

Não estou implicando de forma gratuita com a categoria.

(que é trabalhosa e possui uma história muito bonita)

Mas é preciso dimensionar de forma correta as coisas.

Enquanto tudo que acontece na Fórmula 1 é notícia no planeta,
a WEC precisa pagar para divulgar seus feitos.

Pra piorar, a LMP1 com seus motores híbridos se tornou excessivamente
custosa.

Como disse de forma cirúrgica o di Grassi.

"A LMP1-HY tem um modelo de negócio muito caro para pouco
retorno.

Então as montadoras estão saindo e dificilmente outras entrarão."

OK.

Não vamos ficar apenas no mal.

A tradição fala alto.

Comove o orgulho francês com as 24 horas de Le Mans.

Nurburgring, Spa-Francorchamps...

E faz pensar também.

Brendon Hartley fez parte do trio que conduziu o bólido da Porsche
que venceu a mais famosa das provas de maratona automobilística.

Após ser criado respirando motores em sua terra natal, esse piloto
da Nova Zelândia veio tentar sua sorte na Europa.

Adotado pelo programa Red Bull, chegou ao título da Fórmula
Renault 2.0 em 2007.

Hartley tinha 18 anos na época.

Campeonato que teve participação de nomes como Daniel Ricciardo,
Fabio Leimer, Roberto Merhi, Oliver Turvey, Jules Bianchi e Charles
Pic.

Significativo.

Pois é um torneio que teve pilotos importantes que levantaram a
taça ao longo dos anos.

Podemos citar alguns.

Kamui Kobayshi, Valtteri Bottas, Stoffel Vandoorne, Pierre Gasly
e Lando Norris.

Após a conquista, a Red Bull deu trabalho para o rapaz no ano
seguinte.

Testes na Toro Rosso, exibições e trabalho no simulador de Milton
Keynes.

Em 2009 ele se tornou o terceiro piloto das duas escuderias da
turma do energético.

Parecia que era uma questão de tempo para ele ser titular na
Fórmula 1.

Mas seus resultados insípidos em 2010 e a alta concorrência interna
no programa da Red Bull consumiram suas chances.

Jaime Alguersuari, Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne se tornaram
favoritos.

Hartley insistiu.

Patinou na GP2 por três temporadas.

Em 2012 foi convidado para ser piloto de teste da Mercedes
na F1.

(foto acima)

Ficou no posto por dois anos.

Nesse período, Hartley começou sua trajetória no Endurance.

Em 2014 já estava defendendo a Porsche.

Se tornou campeão mundial na WEC no ano seguinte ao lado
de Webber.

E em 2017 venceu em Le Mans.

Fincou sua bandeira no topo da categoria.

Como eu disse, fiquei pensando em tudo que esse rapaz passou.

Ele tem mais ou menos a mesma idade de Sebastian Vettel.

O supra-sumo da metodologia de Helmut Marko.

Quatro títulos mundiais na categoria máxima do automobilismo.

Mas e o resto?

Alguersuari, Vergne, Felix da Costa, Juncadella, Aleshin...

Onde estão?

Não devemos esquecer de Ricciardo, Verstappen, Kvyat e Sainz Jr.

Algum desses conseguirá repetir o brilho de Vettel?

Todos conseguirão pelo menos um título na Fórmula 1?

Difícil, não?

Tem que ser cascudo.

Brendon Hartley não fez escolhas.

Somente ficou com uma das opções que sobraram após seu sonho
da F1 se extinguir.

Por fim, se colocou no lugar certo e na hora certa.

Venceu.

E provou uma coisa.

Nada dessa bobagem de que há vida fora da Fórmula 1.

A palavra aqui é luta.

Ação.

Resistência.

Mesmo que tudo pareça estar contra você.

A tribulação, a dificuldade, produz a paciência.

Por sua vez, a paciência nos traz a experiência pra lidarmos com os infortúnios.

E a experiência se transforma em esperança.

Com segurança.

Pois não há mais confusão ou incertezas.

Brandon Hartley sabe onde está.

Seu nome está escrito ao lado de Graham e Phil Hill, Ickx, McLaren, Shelby,
Froilán Gonzalez e Nuvolari.

E, curiosamente, Helmut Marko (o vencedor de 1971).

Interessante.

Era para ser apenas um registro.

Porém, apesar de tanto tempo depois de ter sido feita, a imagem abaixo
continua viva.

Pois segue ainda adquirindo novos significados devido às vitórias
que estão sendo acrescentadas à mesma.

Isso se chama fazer seu próprio caminho.

Hartley não aceitou qualquer rótulo imposto.

Continuou se definindo pelos seus feitos.

E, assim, vem fazendo história.

Inspirador.


segunda-feira, 19 de junho de 2017

sábado, 17 de junho de 2017

Fantasma






























Endurance.

Manor.

Um ensaio.

OK.

Mais que isso.

Explico.

A principal parceira da Manor de Graeme Lowdon é uma gigante chinesa.

A CEFC China Energy, empresa que foi criada em 2002.

Em 2015 sua receita foi de 35 bilhões de dólares.

Possui 30.000 empregados.

Sua área de atuação envolve principalmente Petróleo & Gás e o mercado
financeiro.

Seus planos para o futuro envolvem construir uma rede de combustível 
de varejo na Europa através de aquisições.

Um ano atrás adquiriu a KMGI, que era da estatal de petróleo e gás
do Cazaquistão, KazMunaGaz, por 680 milhões de dólares.

Possui bancos que operam na República Checa, na Rússia, na Croácia,
em Barbados e na Eslováquia.

Hoje a empresa tornou-se um dos maiores investidores da China na 
Europa Central.

Através desse patrocinador poderoso, Weiron Tan ( Pro Mazda)
e Yuan Bo (Asian Le Mans) foram adicionados ao programa de
pilotos da equipe Manor.

Ambos asiáticos, claro.

Os interesses da CEFC China Energy são globais.

E não seria nada mal ter uma plataforma de visibilidade como
a Fórmula 1, não?

Coisa que o Endurance está longe de oferecer.

Graeme Lowdon admite ainda estar bem informado sobre o que está
acontecendo na categoria máxima do automobilismo.

Ele se encontrou com Ross Brawn nos testes de Barcelona.

Na conversa, Lowdon gostou de ouvir sobre os novos planos.

Ele não esconde de ninguém que quer voltar para Fórmula 1.

No momento em que ouvimos sobre um movimento para uma nova
escuderia na categoria.

Com engenheiros de outras equipes sendo assediados.

Dinheiro chinês.

E com a base sendo formada pela antiga Manor.

Fica a pergunta.

Será que encontramos o tal time fantasma?

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Clipping
























O cavalo amarelo.

Uma Nova Escuderia?

Surgiu um forte rumor sobre o aparecimento de uma nova equipe na Fórmula 1.

Sede na Inglaterra (próximo de Renault, Williams, Mercedes...).

E dinheiro chinês.

A base seria o material humano da falecida Manor.

Christian Horner (Red Bull) admitiu que membros de sua escuderia
receberam convites nos últimos dias.

Apesar de muitos interessados, não houve nenhum pedido oficial de licença
para a FIA.

Ou seja, para a próxima temporada seria impossível.

Uma nota.

Você não vai ler nada do que está escrito abaixo em outro lugar.

Se houver um plano sendo elaborado, o motor será Ferrari.

Pois o modelo da Haas, pioneiro e de baixo custo, pode ser considerado
um sucesso.

Outra.

A Scuderia Italiana não se incomodaria em ter outra unidade de força
sua funcionando no grid e fornecendo informações.

Fiquemos de olho.

Não é a Hora

A aventura (ou desventura) da Honda está assustando os aventureiros.

A Hyundai estava estudando uma abordagem mais forte no automobilismo.

Entenda F1.

Recuou.

Vai ficar apenas no TCR (turismo).

Preto no Branco

A Red Bull tratou de esclarecer o vínculo com seus principais pilotos.

Pra não deixar dúvidas.

Daniel Ricciardo tem acordo até o final de 2018 com opção automática.

Max Verstappen vai ainda mais além com cláusulas bem mais rígidas.

Carlos Sainz Jr. também possui vínculos fortes.

Helmut Marko joga ainda mais luz sobre o assunto.

Os contratos são longos e somente nós (Red Bull) podemos rompê-los.

Proteção Dupla

A Ferrari não hesitou em se oferecer para testar a nova proteção para
os pilotos.

Aquela que foi denominada escudo.

Nós devemos ver o apetrecho no carro vermelho já em Silverstone.

A bondade vem com o desejo de entender primeiro o efeito aerodinâmico
do troço sobre o carro.

Sim.

A irmã de Gina já está sendo planejada.

Williams ou Red Bull?

Se for abandonada pela McLaren, a Honda não deverá ficar sem par
na próxima dança.

Descaminho da Honda

A Honda parece perdida.

Nada dá certo.

Alguns apontam a falta de intercâmbio.

Na Fórmula 1 é importante a divisão do conhecimento.

Isso ocorre ao contratar membros do exército inimigo.

A informação flui.

Exemplos não faltam.

Jock Clear trocou a Mercedes pela Ferrari.

Peter Prodromou saiu da Red Bull e fez morada na McLaren.

Bob Bell trouxe a filosofia da Mercedes para a Renault.

James Allison, que até ontem vestia vermelho, agora recebe ordens
de Toto Wolff.

E saindo do forno, Peter Machin (primeiro nome abaixo de Adrian Newey)
está se mudando para a Renault.

Essas alterações permitem que todos possam se aprimorar.

Melhorar conceitos.

O pensamento é que a Honda tem dificuldade nessa metodologia de trabalho.

Os japoneses tem orgulho de formar seus vencedores.

Pode estar aí a causa do fracasso até aqui?

Boa pergunta.

Mas podemos ir mais além.

Existem sempre dois caminhos para o sucesso.

A história ensina.

O primeiro é a continuidade.

Palavra fortíssima e essencial dentro da categoria máxima do automobilismo.

A Honda abdicou dela.

Ao contrário da Renault.

Os francese nunca tiraram seus olhos completamente da Fórmula 1.

Seja apenas como fornecedora de motores ou com participação em projetos
como Supertec ou Mecachrome.

A continuidade permitiu que a Renault retornasse como equipe na atual
Era Híbrida.

A segunda trilha exige sacrifício.

A Ferrari abriu mão da temporada de 2016 já nos últimos meses de 2015.

Só assim foi possível criar um bólido de primeira linha em 2017.

A Mercedes fez algo semelhante em 2013 ao preparar seu domínio nas
temporadas seguintes.

Lotus, Williams e McLaren já fizeram o mesmo no passado.

Voltemos.

A Honda não fez nem uma coisa e nem outra.

Após deixar a categoria ao final de 2008, não fez questão de preservar
uma unidade de monitoramento visando um retorno competitivo no
futuro.

No alvo!

Ao voltar, encontrou um abismo tecnológico entre ela e suas concorrentes:
Ferrari, Mercedes e Renault.

Pior.

Ao deixar de abrir mão de uma temporada, apostou na modificação de conceito
em sua unidade de força.

Uma eterna metamorfose que busca resultados sem uma devida maturação.

Hoje os japonese estão na sua terceira geração de motores.

Três gerações de unidades de força com diferentes conceitos em três temporadas
seguidas.

Sem resultado.

Com custos que beiram a marca de 1 bilhão de euros (total de três anos).

E um terrível efeito colateral.

O de assustar todo membro da indústria automobilística que pensa em investir
na Fórmula 1.






















Ódio




Os 1000 km de Spa-Francorchamps.

1970. 

Jo Siffert e Pedro Rodriguez armados.

Cada um com seu Porsche.

Chegando as vias de fato na descida que leva a Eau Rouge.

Pra sentir o clima, as palavras de Siffert sobre seu companheiro de escuderia:

"Esse pequeno sujo tenta sempre me tirar da pista."

Parece que havia muito mais coisa além de óleo e borracha no asfalto.